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quinta-feira, 5 de junho de 2014

Um passeio pela Turquia


Essa semana vamos fazer uma viagem muito especial na Turquia, começando por Izmir, depois conhecer as ruínas de Éfeso que são um importante ponto turístico e para terminar com chave de ouro visitar Istambul.

Éfeso

Pode-se dizer que Éfeso é uma das maiores, mais bonitas e mais bem preservadas cidades antigas do mundo. A cidade grega de Éfeso foi erguida por volta de 1000 anos a. C.,fundada por Lisímaco, sucessor de Alexandre o grande, mas foi sob o dominio romano, que se tornou o porto mais importante do Egeu.
Durante o período romano, foi por muitos anos a segunda maior cidade do Império Romano, apenas atrás de Roma, a capital do império. Tinha uma população de 250.000 habitantes no século I a.C., o que também fazia dela a segunda maior cidade do mundo na época.

Éfeso

Foto Yeda Saigh
A cidade era célebre pelo Templo de Artemis, construído por volta de 550 a.C., uma das Sete maravilhas do Mundo. Éfeso foi uma das Sete Igrejas da Ásia citadas no livro bíblico do Apocalipse.



Templo de Artemis
Foto Yeda Saigh



Mapa da Região

São quatro cidades: a primeira e a segunda foram feitas pelos Jonios Miletos em 1.500 a.C., a terceira foi construída por Alexandre da Macedônia, que foi a que visitamos e a quarta foi feita pelos bizantinos. A cidade foi abandonada por causa do assoriamento do rio no século V d.C. É maravilhosa! Ruas e avenidas inteiras de mármore com colunas e lojas dos dois lados. A Biblioteca de Celsus está inteiramente restaurada.

Caminho da Zona de Prostituição
Foto Yeda Saigh


Fotos de Éfeso
Foto Yeda Saigh



Museu de Éfeso.
Situado em Selçuk, é um dos menores e melhores da Turquia. Entre as mostras de mármore e bronze e afrescos muito bem distribuídos, encontra-se no museu uma escultura de Ártemis, jóias e diversos objetos que se acredita tenha vindo do antigo Templo de Ártemis. O culto pagão dedicado a Ártemis, era famoso na antiguidade e fez de Éfeso um lugar muito visitado por pelegrinos  do mundo todo.

Casa da Virgem Maria,
santuário católico e muçulmano localizado no monte Koressos, monte Rouxinol, próximo da cidade de Éfeso. A casa foi descoberta no século XIX através da descrição obtida das visões da beata Ana Catarina Emmerich (1774 - 1824), uma freira católica. A Igreja Católica jamais se pronunciou sobre a autenticidade da casa por conta da falta de evidências aceitáveis, mas de toda forma mantém um constante fluxo de peregrinos no local desde a sua descoberta.

Casa da Virgem Maria
Foto Yeda Saigh


Os peregrinos cristãos visitam a casa baseados na crença de que Maria foi levada para esta casa de pedra por São João e ali eles viveram até a Assunção de Maria, de acordo com a doutrina católica. O santuário já recebeu bençãos apostólicas e visitas de diversas papas, a primeira vez do papa Leão XIII em 1896 e a mais recente em 2006 pelo papa Bento XVI.

Visitar a igreja católica de Sto. Policarpo muito bonita de um bispo cristão de Izmir do século II.

Vitral Igreja Santo Policarpo
Foto Yeda Saigh

Istambul – Istampolis = eu vou para a cidade -> virou Istambul.
antiga Bizâncio até 330 d.C. e Constantinópola até 1453, é a maior cidade da Turquia, a quinta maior do mundo, rivalizando com Londres como a mais populosa da Europa. A grande maioria da população é muçulmana, mas também há um grande número de laicos e uma ínfima minoria de cristãos e judeus. Durante o período otomano, os turcos chamavam-na de Istambul, nome oficialmente adotado em 28 de março de 1930.

Foi a capital do Império Romano do Oriente e do Império Otomano até 1923, cujo governante máximo, o sultão, foi durante séculos reconhecido como califa, o chefe supremo de todos os muçulmanos, o que fazia da cidade uma das mais importantes de todo o Islã. Atualmente, embora a capital do país seja Ancara Istambul continua a ser o principal polo industrial, comercial, cultural e universitário. É a sede do Patriarcado Ecumênico de Constantinopola, sede da Igreja Ortodoxa.

A cidade ocupa ambas as margens do Estreito de Bósforo e do norte do Mar de Mármara, os quais separam a Ásia da Europa, uma situação que faz de Istambul a única cidade que ocupa dois continentes. A parte central da parte européia é por sua vez dividida pelo estuário do Corno de Ouro.

Algumas zonas históricas da parte européia de Istambul foram declaradas Patrimônio Mundial pela Unesco em 1985. Em 2010, a cidade foi a Capital Européia da Cultura.

Grande Bazar
também chamado Bazar Coberto ou Mercado Coberto é provavelmente o maior e dos mais antigos mercados cobertos do mundo, situado no bairro histórico de Eminönü,. Aberto em 1461, é muito conhecido principalmente pela joalharia, cerâmica, especiarias e tapetes. Tem mais de 60 ruas cobertas e centenas ou milhares de lojas (1200 segundo uns, mais de 4000 segundo outros), é frequentado por 250 000 a 400 000 pessoas diariamente. Calcula-se que cerca de 20 000 trabalhem nele. A maior parte das lojas está agrupada por tipos de mercadorias, havendo áreas especiais para produtos de pele, joalheria e outros produtos.

O Grande Bazar
Foto Yeda Saigh


Mesquita Süleymaniye
é uma mesquita imperial otomana de 1500. A sua situação elevada faz dela uma das vistas mais conhecidas de Istambul. Depois da de Santa Sofia é a maior mesquita de Istambul e uma das maiores realizações do prolífico e genial arquiteto imperial Minar Sinan. É muito bonita. Os túmulos de Souleiman, Roxane e de Sinan, estão ao lado. A mesquita faz parte das Zonas Históricas de Istambul, classificadas pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1985.



Mesquita Süleymaniye
Foto Yeda Saigh

Hipódromo de Constantinopla
com três monumentos importantes: uma cobra sem a cabeça, um obelisco roubado do Egito cortado ao meio de 25mts e uma fonte do Kaiser Guilherme. Atualmente é uma praça chamada Sultão Ahmet sobrevivendo unicamente alguns fragmentos da estrutura original. 


Cobra sem Cabeça
Foto Yeda Saigh


Mesquita Azul
Ou Mesquita do Sultão Ahmed é uma mesquita otomana construída entre 1609 e 1616 e fica em frente da Basílica de Santa Sofia separada por um lindo jardim. É a única mesquita de Istambul que possui seis minaretes. Construída em um estilo clássico otomano, o seu magnífico exterior não faz sombra a seu suntuoso interior. Uma verdadeira sinfonia de belos mosaicos azuis de Iznik dão a este espaço uma atmosfera muito especial. Os imperadores bizantinos construíram um grande palácio onde se encontra hoje a Mesquita Azul. Em 1606 o sultão Ahmed I quis construir uma mesquita maior, mais imponente e mais bonita do que a Igreja de Santa Sofia. É linda mas não tão perfeita quanto a outra.


Mesquita Azul

As mesquitas geralmente eram construídas com um intuito de serviço público. Existiam diversos prédios ao lado da Mesquita Azul que incluem: escola de teologia, uma sauna turca, uma cozinha que fornecia sopa aos pobres, e lojas (o Bazar Arasta), cujas rendas se destinavam a financiar o complexo.
A mesquita foi revestida com azulejos azuis e possui ricos vitrais também do mesmo tom. Não há figuras no interior da Mesquita pois os muçulmanos não cultuam imagens.

Como em toda mesquita ao entrar é necessário tirar os sapatos. Shorts, minissaias, bermudas ou camisetas sem mangas não são recomendados. Funcionários da mesquita fornecem um xale para cobrir as partes do corpo que desrespeitam a religião muçulmana.

Palácio de Topkapi
é enorme, 700 mil m2, tem quatro jardins em escada. A posição do palácio é maravilhosa, está numa península à esquerda do Golden Horn em frente o Bósofro e à direita Mar de Mármara (aonde tem ilhas cheias de mármore). São várias construções separadas. Visitar primeiro as porcelanas que estão na cozinha. Serviam 8.000 refeições por dia. A comida do sultão era separada por medo de envenenamento. Porcelanas lindas, chinesas, japonesas, francesas. Depois visitar as jóias – o quarto maior brilhante do mundo, esmeralda cabo do peintal lindas!

Palácio Topkapi
Foto Yeda Saigh


O palácio foi construído por Mehmet II, o conquistador logo após a conquista de Constantinopola em 1453, e foi a residência dos sultões por três séculos.
Atualmente o Palácio é dividido em várias salas de exposição com objetos de ouro prata, cerâmica, miniaturas, roupas e relíquias sagradas para os muçulmanos, como os pêlos da barba e a marca do pé do profeta Maomé.


Basílica de Santa Sofia ou Hagia Sophia
Embora ela seja chamada de Santa Sofia, como se tivesse sido dedicada em homenagem a Santa Sofia, sophia é a transliteração fonética em latim da palavra grega para sabedoria — o nome completo da igreja em grego é Igreja da Santa Sabedoria de Deus.

É a primeira igreja cristã do século V a.C., lustres de ferro muito bonitos, mosaicos de Nossa Senhora e Jesus. É famosa principalmente por sua enorme cúpula ou domo, e é tida como tendo mudado a história da arquitetura. Foi a maior catedral do mundo por quase mil anos, até que a Catedral de Sevilha fosse completada em 1520.


Basílica de Santa Sofia
Foto Yeda Saigh


O edifício atual foi construído originalmente como uma igreja entre 532 e 537 por ordem do Imperador bizantino Justiniano I, e permaneceu como mesquita até 1931, quando Kemal Atatürk ordenou que ela fosse secularizada. Permaneceu fechada ao público por quatro anos e reabriu em 1935 já como um museu da recém-criada República da Turquia. Vai-se no segundo andar por uma rampa porque as mulheres iam à cavalo.
Os muçulmanos puseram placas redondas enormes de couro de camelo preto com escritos árabes do corão, o que enfeiou muito o interior da igreja.


Bósforo de barco
É um passeio muito bonito, parar para  almoçar: existem muitos restaurantes muito bons com vista para o Bósforo, o peixe é muito bom em qualquer um deles, fresco e saboroso. O Bósforo tem dois kms. até 700mts de largura por 20 kms comprimento. Liga o Mar de Mármara ao Mar Negro. O estreito de Dardanellos liga o Mar de Mármara ao Mar Egeu na outra ponta.

Estreito de Bósforo
Foto Yeda Saigh




Vídeo You Tube – Estreito de Dardanellos


Ataturk é o grande herói da Turquia e fez a República em 1921. Foi ele proibiu o sultanato e todos os castelos viraram museus.

Mustafá Kemel


Palácio Dolmabahce,
Construído por Abdul Sultão, que não queria mais usar o Topkapi, tinha 20 anos quando mandou fazer e demorou 14 anos para construir: morreu de tuberculose com 38 anos. É maravilhoso! Poucas vezes na vida vi um palácio tão lindo! Um lustres de quatro toneladas de cristal com 100 lâmpadas, presente da rainha da Inglaterra. Tapetes maravilhosos. A escada tem balaustres de cristal e é deslumbrante! A parte do harem é totalmente separada. Fica na frente do
Bósforo, com uma vista linda.

Palacio Dolmabache
A primeira ponte do Bósforo feita em 1973 por um arquiteto japonês. É a quarta ponte maior do mundo. Ver casas antigas de madeira muito bonitas.
Voltar pela orla que é linda. Atravessar a ponte do Bósforo para ir à Asia até Alto do Bebedere. Tem uma vista linda, dá para ver até a Mesquita Azul.

Nossa correspondente em Istambul Michele Kafer Gultan[1] nos mandou essas dicas de hotéis, restaurantes em Istambul, Izmir e Éfeso, aproveitem!

Hotéis Izmir
Swissotel
O hotel surpreende as expectativas, o spa é maravilhoso. O Hammam, as massagens, muito bom mesmo. O staff é simpático e cordial, o quarto é super confortável e espaçoso com uma cama divina e os travesseiros que fazem parecer que você está dormindo nas nuvens.


 
Swiss Hotel Izmir

Kusadasi - Surmeli Éfeso
Localização excelente, quartos ótimos, muito bom restaurante e um saff impecável.
Hotel Kusadasi Surmeli Éfeso
Hotéis Istambul
Ciragan Kempinski ***** antigo palácio maravilhoso jantamos no restaurante italiano. Nunca vi um hotel igual na vida!! O hotel Kempinski uma coleção de propriedades distintas ao redor do mundo. Como o mais antigo grupo hoteleiro de luxo da Europa, estamos empenhados em fornecer aos nossos clientes viagens memoráveis inspirados por um toque europeu requintado. Acreditamos que a vida deve ser vivida com estilo.



Hotel Ciragan Kempinski

The House Hotel Nisantasi- boutique luxo
Este hotel 5 estrelas está situado em Nisantasi, o bairro comercial de Istambul. A propriedade oferece acesso gratuito à internet sem fio (Wi-Fi) e quartos com móveis modernos

Hotel Nisantasi


Georges Hotel Gálata - boutique luxo 
Design moderno e glamour atemporal o Georges Hotel Galata estabelece novos padrões, necessidade central de Istambul de luxo cosmopolita.
Fornecendo uma mistura única de atendimento personalizado e serviço impecável, a equipe de Georges Hotel Galata está empenhada em fornecer uma experiência excepcional para todos os hóspedes.


Georges Hotel Galata

Restaurantes em Istambul


Ulus 29 - clássico, tradicional, moderno, elegante, sofisticado  http://www.group-29.com/

Restaurante ULUS 29

Restaurantes em Éfeso

NAR Gourmet- excelente atmosfera e comida Ottoman, boa pedida para almoço, fica ao lado do Grand Bazar .

Restaurante NAR Gouemet

Hamdi- melhor kebab da cidade, fica ao lado do Bazar das Especiarias.

Bar e Restaurante Hamdi


Lucca - bar e restaurante- descontraído, casual, cheio de gente bonita, fica em Bebek o "Leblon" daqui.

Restaurante Lucca


Blue Topaz ( dentro do Reina) um menu fixo de frutos do mar, uma degustação da comida Mediterrânea, depois da meia noite o Reina vira uma balada.

Bar e Restaurante Blue Topaz


Reina é um clube na beira do Bosphoro que tem vários restaurantes dentro. Um deles é o Blue Topaz . No meio , na parte aberta ao ar livre tem um bar com DJ e depois da meia-noite vira uma grande balada.

Kusadasi 
Os restaurantes do centrinho de Kusadasi ( OLD TOWN ) são simples, tipo os de praia no Brasil... a comida também é simples, típica, kebab, gozleme e frutos do mar, o melhor é escolher na hora, não há um que se destaque.

Restaurante Kusadasi

Restaurantes em Izmir

Yengec Restaurant: vista magnífica, frutos do mar. 

Restaurante Yengec


Gozlemecim - quer dizer "meu Gozleme querido" é um estilo de crepe muito popular aqui, simples mas delicioso!

Kosebasi Kordon - clássico kebab em ótima atmosfera. 

Os de frutos do mar, na orla são uma ótima pedida para o jantar. O Blue Fish tem música ao vivo ao ar livre. 

Sugiro ler um livro muito elucidativo intitulado "Istambul - uma cidade fascinante, um guia cultural e informático para viajantes brasileiros", escrito por Dalar Achar e Katia Mindlin, duas mestres na arte dos Balcãs.

Para terminar um pensamento do laureado com o prêmio Nobel escritor turco

Orhan Pamuk:







[1] Michele Kafer Gultan, nossa colaboradora em Istambul (ver artigo 29/09/2011)

terça-feira, 28 de maio de 2013

Uzbequistão


Porque fomos parar no Uzbequistão?


A minha curiosidade sobre esse país vinha de algum tempo já que eu queria entender o que havia acontecido com a União Soviética, que se desmontou de uma hora para outra, sem que nós comuns plebeus tivéssemos acesso ao processo.

O movimento de independência dos países europeus da chamada cortina de ferro, que incluía a Tchecoslováquia, Hungria e Polônia, foi muito forte e desencadeou também um movimento dessas repúblicas da Ásia Central.

Registan Square em Samarkand
Foto Yeda Saigh


Além dos países Bálticos como Letônia e Lituânia, todos esses países que tinham autonomia própria e línguas específicas, por quase um século (1920/1991) ficaram submetidos a autoridade do estado soviético. Nesse longo processo o povo foi adquirindo sentimentos anti-russos por terem as suas identidades completamente destruídas e sua liberdade totalmente reprimida.

Atualmente existe uma preocupação do atual governo do Uzbeque em recuperar os heróis nacionais como Amir Timur, considerado o maior deles. A informação que tivemos foi que há um desejo muito forte de eliminar a referência soviética de Stalin e Lênin.
  
Com uma população de 27.4 milhões, uma área de 447.400 Km2,  é um país com desníveis enormes de temperatura: -35c° no inverno à 52c° no verão. Por isso é muito importante escolher a época de viajar para lá, os melhores meses são Maio e Setembro, Fomos em Maio e pegamos uma temperatura amena entre doze e vinte e quatro graus.

Registan Square Tashkent
Foto Yeda Saigh

O território conhecido hoje por Uzbequistão fazia parte da Rota da Seda, a maior rede comercial do Mundo Antigo. Foi dominado por vários povos durante séculos: pelos Persas (século IV.a.C.), até hoje parte da cultura persa é preservada no país; por Alexandre o Grande da Macedônia, que casou-se com a princesa Roxane, filha do rei dos Sogdianos, Oxyartes. Grande dançarina, ela o enfeitiçou numa apresentação assim que se conheceram; por Genghis Khan, o grande herói mongol, em 1.219.

Monumento Amir Timur em Samarkand
Foto Yeda Saigh

Por Amir Timur, no século XIV, mais conhecido como ‘Timur o coxo’, (quando jovem, sofreu um acidente de cavalo que o deixou manco), foi o fundador do segundo império mongol, descendente de Genghis Khan: dominou todo o Turquistão até a Índia, invadiu a Rússia conquistando o Ural e o Volga até o mar Cáspio.

Em 1813 o Império Russo iniciou a sua expansão e estendeu-se pela Ásia Central. Houve várias conquistas nessa região em 1884: os Canatos de Bukhara e de Khiva, e o leste do atual Uzbequistão, incluindo Tashkent. Esses territórios conquistados foram reagrupados num ajuntamento administrativo sob o nome de Turquistão.

Em 1920 Stalin invadiu, além dos países da Europa Oriental, toda a Ásia Central formando a União Soviética com suas 15 repúblicas, sendo uma delas o Uzbequistão.

No final dos anos 1980, o último líder soviético Mikhail Gorbachev tentou reformar o Estado com suas políticas de Perestróica e Glasnost, mas a União Soviética entrou em colapso e foi formalmente dissolvida em dezembro de 1991, após uma tentativa frustrada de golpe.

Em 1991 o Uzbequistão declarou a sua independência, é uma República, e desde então tem um único presidente Islom Karimov, mas com limitações na democratização e na violação dos direitos humanos. As tensões étnicas levaram perto de dois milhões de russos a abandonar o país e irem para a Rússia. Os uzbeques de etnia russa não têm qualquer estatuto legal na Rússia nem em qualquer outro país e encontram-se portanto espalhados pelo mundo, particularmente na Europa e E.U.A.

Praça da Independência -Tashkent
Foto Yeda Saigh

Os primeiros cinco anos de independência foram muito sofridos para os uzbeques, ficaram sem governo, sem moeda, e segundo nossa guia Vitória, era um ‘salve-se quem puder’, passaram até fome. Hoje já estão se recuperando e estão um pouco mais estabilizados.

Sua economia é basicamente agrícola e é considerado o segundo maior produtor de algodão do mundo.

Plantação de Algodão

A melhor maneira de ir para o Uzbequistão saindo do Brasil é ir pela Europa: nós fomos por Paris e eu aconselho a dormir uma noite lá, porque duas noites de vôo com oito horas de fuso horário é muito cansativo. De Paris para Tashkent, capital do Uzbequistão, são 6h35 de vôo. Na chegada em Tashkent o visto demorou bastante. Porém a agradável sensação de estar num aeroporto grande e limpíssimo nos ajudou muito: o chão brilha em todo lugar!! Essa impressão continuou por toda a viagem.

Aeroporto de Tashkent
Foto Yeda Saigh

Viajar pela Abercrombie & Kent foi a melhor opção que fizemos, são muito competentes e profissionais. Desde nossa guia Vitória que foi perfeita: já nos esperava no aeroporto e ficou conosco até o último dia da viajem. Além de ser muito bonita e muito bem vestida foi incansável em nos agradar e satisfazer todas as nossas vontades.

Ficamos no Hotel Miran International (20 mnts do aeroporto), localizado no centro da antiga cidade, hotel bom, mas nada de muito especial. Os quartos são enormes, verdadeiros salões. Fizemos um tour pela cidade que é bem maior do que imaginávamos, muito arborizada e limpíssima.

Tashkent é a moderna capital do Uzbequistão com 2000 anos de história. Resta pouco da cidade antiga por causa dos terremotos e das reconstruções soviéticas. Tornou-se uma cidade muçulmana no VIII século a.C. e um importante centro comercial na Idade Média. A cidade antiga era um dos centros da Rota da Seda. Em 1220 a cidade tornou-se parte do império de Genghis Khan e mais tarde em 1865 parte do império russo. Em 2007 foi nomeada a capital do mundo islâmico pelo número de mesquitas  e estabelecimentos religiosos que a cidade abriga.

Hotel Miran International
Foto Yeda Saigh

Visitar em Tashkent:

Memorial do terremoto, foi feito para as milhares de pessoas que morreram nos grandes terremotos da década de 1960.

Monumento ao Terremoto
Foto Yeda Saigh

Praça Amir Timur, muito bonita, cheia de árvores com a estátua ‘Timur em seu cavalo’.

Monumento de Amir Timur
Foto Yeda Saigh

Madrassah Barak-Khan, um seminário islâmico do século XVI que abriga o Sunni Mufti da Ásia Central. Ver o Corão (livro sagrado dos muçulmanos) do século VII, um dos dois mais velhos do mundo.

Madrassah Barrak-kan
Foto Yeda Saigh

Minarete Khazrete – Imam de estilo persa: a maioria dos arquitetos de lá são persas.

Recomendo conhecer o metrô, é limpíssimo e muito civilizado, andamos quatro estações.

Applied Art Museum, é um must para quem visita a cidade. Tem muita informação histórica e do artesanato do país desde1927. Existe um bordado muito famoso e muito bonito uzbeque que se chama suzani,(bordado de seda), sedas lindíssimas e cerâmicas típicas. As compras são de enlouquecer, principalmente as almofadas e as echarpes!!


Vitória, nossa guia, 
com um vestido de bordado suzani
Foto Yeda Saigh

Mesquita, a maior de Tashkent cabem 3.000 pessoas.

Independent Park, um grande parque onde tem uma estátua super famosa da Mother Mourning, com uma chama sempre acesa. Nos chamou muito a atenção os livros enormes de ferro abertos onde estão escritos todos os nomes dos soldados que morreram na segunda guerra Mundial, é muito bonito!


Independent Park Monument - ‘Mother in Mourning’
Foto Yeda Saigh

Assistimos a uma aula de Caligrafia bem interessante: percebemos como é difícil escrever nesses idiomas e a diversidade que existe!!


Aula de Caligrafia
Foto Yeda Saigh

Curiosidade
É impressionante o número de madrassahs (escolas) em todas as cidades do país, isso explica porque a população do país é 99% alfabetizada.

Jantar no Restaurante Sato, do Grupo Caravana, o melhor do Uzbequistão: parece um palácio de fadas oriental tradicional, estilo uzbeque: foram construídos para acomodar as caravanas que atravessavam o deserto nos séculos passados. Um jantar para três pessoas, nos contou a guia, custa US 800,00.

Restaurante Sato


Visitar o maior Department Store de Tashkent, vale pena, é enorme e é uma oportunidade para conhecer muitos artigos típicos dos uzbeques.

Almoçar no Restaurante Sim Sim, muito bom, dois andares com tetos altos e bem decorado ao estilo Uzbeque. Comer sopa, kebabs, baklava e chá.

Restaurante Sim Sim
Foto Yeda Saigh

Pegamos o avião para Khiva, 1h40 de vôo, nós achamos a cia aérea Uzbekistan muito boa, apesar de ter saído essa semana na Folha de São Paulo uma pesquisa sobre companhias aéreas e a Uzbequiatão air line ficou em quarto lugar entre as piores.

Vista do avião no vôo de Tashkent para Khiva
Foto Yeda Saigh

Hotel Asia Khiva razoável. Porém não deixe de visitar dentro da cidadela o Hotel Orient Star Khiva, construído no século XIX em 1853: fica numa antiga Madrassa de Moukhammed Amin Khan. Era a maior Madrassah da cidade onde 250 estudantes moravam e estudavam até o começo do século XX. Recomendo ficar nesse hotel, é melhor e mais bem localizado.

Hotel Orient Star Khiva
Foto Yeda Saigh

A cidade de Khiva é um museu a céu aberto no meio do deserto. É a única cidade de toda Ásia Central que sobreviveu inteira dos tempos antigos e a mais intacta de todas as cidades antigas do Uzbequistão. Construída dentro de magníficas muralhas com portões de entrada, Ichan - Kala (nome da cidade murada), tem mais de 250 construções do século XVI ao XIX. Esse complexo único inclui palácios, casas e edifícios públicos junto com minaretes e madrassas.


Lojinhas na frente de Madrassah em Khiva
Foto Yeda Saigh

Jantar no restaurante Yasawa-bosch, dentro das muralhas Ichan – Kala, lindo! Voltar a pé para o hotel a noite é muito agradável, pegamos uma noite de lua cheia e fizemos compras. Khiva é uma cidade muito diferente e bonita, lembra um pouco Petra na Jordânia, que também é dentro de um deserto, mas Khiva é uma cidade viva. Desde 1990 a cidade de Khiva é patrimônio mundial da UNESCO.

Explorar a cidadela passeando pelas charmosas ruas: a quantidade absurda de grandes obras de arte da arquitetura islâmica fazem de Khiva um lugar delicioso para se passear a qualquer hora do dia.

Entrada da Cidadela de Khiva
Foto Yeda Saigh
Muralha em Khiva
Foto Yeda Saigh

Visitar em Khiva:

Complexo Arquitetônico de Ichan-Kala, as incríveis obras islâmicas dos séculos XII ao XIX incluem: Residência do último Khan, Mausoléu Ismail Khodja, Madrassah Amin Mohammed Khan, Palácio Tash-Hovli, Mausoléu de Pahlavon Mahmud do século XVII, lindíssimo, é um lugar muito especial, Polvon-Darvoza, um corredor onde ficavam as celas dos prisioneiros à espera de serem vendidos como escravos.

Mausoléu em Khiva
Foto Yeda Saigh

Djuma Mosque do século X, com 213 colunas ornamentadas de madeira, uma das principais atrações de Khiva. É um oásis de paz bem no centro da cidadela com uma iluminação suave que convida a relaxar.

Djuma Mosque
Foto Yeda Saigh

Almoçamos num restaurante típico de uma família, Zainab House, salada e kebab, que é a melhor comida dessa região.

Torre de observação de Kuhna Ark (a fortaleza dos khans) toda a cidade murada Ichan Kala pode ser vista do alto, com destaque para a madrassa Rakhim Khan, onde hoje há um museu sobre a história e da cidade e seus khans.

Minarete Kalta Minor é maravilhoso: o khan, que ordenou sua construção queria que ele fosse tão alto que ele pudesse enxergar Bukhara, a 500 quilômetros de distância (ou quase três semanas de jornada em camelos). Segundo a lenda, somente quando a torre já estava com boa parte erguida é que ele percebeu que dali poderiam ver seu harém, dentro de Kuhna Ark. E ordenou que a obra parasse.

Minarete Kalta Minor em Khiva
Foto Yeda Saigh

Samanid Mausoléu fica no centro histórico de Bukhara, uma das maravilhas da arquitetura da Ásia Central construído no século X e lugar de descanso do poderoso Emir Ismail Samaniis, da dinastia Samanid, uma das dinastias persas que dominou a Ásia Central.

Curiosidade
Em todos os monumentos, mesquitas, madrassas e museus sempre tem lojinhas com coisas lindas para vender, difícil de resistir as compras uzbeques!!

Loja em Khiva
Foto Yeda Saigh

Pegamos o trem de alta velocidade Afrosiyob, (300 kms, quatro hs.) para Samarkand é ótimo, super rápido e muito confortável!!

Samarkand cujo nome significa “Cidade de Pedra” é famosa por sua localização estratégica da “Rota da Seda” entre a China e a Europa e por ser um centro de estudos islâmicos muito importante.  A mais antiga cidade da Ásia central foi fundada em 700 a.C. pelos persas. Sogdiana, província do antigo império persa em 525 a.C., cuja capital era Marakanda, hoje Samarkanda, foi conquistada por Alexandre o Grande em 329 a.C., e tornou-se um famoso centro da cultura persa. Em 1221 foi destruída por Genghis Khan, em 1370 foi capital do império de Timur, depois foi conquistada por chineses da dinastia Tan. Em 1868 passou a ser do Turquistão e em 1920 parte da União Soviética.


Trem para Samarkand
Foto Yeda Saigh

Hotel Samarkand Plaza bem simpático, mas nada de excepcional.

Hotel Samarkand Plaza
Foto Yeda Saigh

Visitar em Samarkand:

Registan Square – uma das praças mais bonitas do mundo, realmente é de tirar o fôlego. Os monumentos históricos são considerados os mais maravilhosos da Ásia Central: a praça é rodeada de madrassas e mesquitas ricamente decoradas com azulejos e domos azuis.

Observatório de Ulug Bek, o neto de Tamerlane, um dos maiores astrônomos de seu tempo. Ulugubek, que sucedeu Tamerlão no controle do vasto império, pagou com a vida seu amor pelas ciências. Em 1420, ele abriu em Samarkand a primeira "universidade" da região, na madrassa que levou seu nome, no Registan. Mandou construir também um gigantesco astrolábio, do qual mapeou 200 estrelas. Também fez cálculos precisos sobre a duração do ano, e hoje é reconhecido mais pelo seu legado como astrônomo do que como o principal herdeiro do seu temido avô. Morreu assassinado pelo próprio filho Abdul Latif, em 1449. O observatório foi abandonado e apenas em 1908 o que sobrou, encontrado por arqueólogos foi uma das peças do astrolábio, curva e inacreditavelmente imensa (uns 30 metros), é exibida na colina do observatório, ao lado de uma estátua do astrônomo.


Observatório de Ulug Bek
Foto Yeda Saigh


Shakhi-i-Zinda – ou “Tumba do Rei Vivo”, é o local onde Tamerlão e Ulugubek, seu neto, enterraram muitos de seus familiares e amigos mais queridos. Trata-se de uma rua de mausoléus. Uma rua estreita, com uns 100 metros de comprimento, em que cada uma das "casas" tem um portal esculpido com lindos azulejos azuis, moldados, remoldados, esculpidos e pintados com alegorias de plantas, flores. É um complexo de mausoléus do século XIV e XIX numa montanha, é maravilhoso!!! Você vai subindo as escadas (são cerca de 100 degraus) e entrando nos templos ricamente decorados, um mais deslumbrante que o outro!

O conjunto é formado por 3 grupos de estruturas: baixo, médio e alto que são conectados por quatro arcos chamados “chartak”. Depois de seu portal, cada mausoléu apresenta uma câmara com um pequeno domo. No chão, a caixa de pedra retangular, deitada, abrigando os restos mortais do seu habitante. A escolha deste lugar para abrigar os mausoléus tem um bom motivo: trata-se, certamente, da área mais sagrada para os muçulmanos de Samarkand.

Shakhi-i-Zinda
Foto Yeda Saigh

Almoçamos no restaurante Platan, muito simpático, comida de sempre, kebab de carneiro ou de frango e salada.

Mausoléu Guri Amir - com sua cúpula turquesa, fica no fim de uma esplanada plana. Hoje parece pequeno demais, tem somente algumas ruínas em volta da tumba. As paredes do salão principal e o interior de seu domo são recobertas de ouro. No centro do salão, estão as caixas de pedra onde estariam descansando os heróis do Uzbequistão. As pedras são apenas marcas, mas do lado de fora, uma escada leva para uma sala embaixo e é lá que estão as verdadeiras criptas em uma câmara bem simples, com tijolos nas paredes. O sarcófago de Tamerlão é de jade escuro.

Mesquita Bibi-Khonym a maior mesquita do Oriente, cabem 15.000 pessoas!!

Museu Histórico de Samarkand mostra vários exemplos de sílex talhado encontrados na área da cidade, no sítio arqueológico denominado Afrasiab. 

Tumba do Profeta Daniel, da Bíblia, do Talmude e do Corão. Daniel teve seus restos trazidos para Samarkand por Tamerlão. Existe uma lenda que diz que o corpo de Daniel continua crescendo, mesmo depois de ele ter morrido. Por isso, seu caixão tem 18 metros de comprimento.


Túmulo do Profeta Daniel
Foto Yeda Saigh


Jantamos no restaurante Astoria Classic onde participamos de uma festa de casamento, as brasileiras fizeram sucesso, dançamos e fizemos um brinde para os noivos.

Feira livre de alimentos, é um presente para os olhos pelo colorido e diversidade. Não deixe de experimentar as especiarias: damascos, uvas passas, pistaches, amêndoas de vário tipos, é tudo divino!

Feira de Especiarias em Samarkand
Foto Yeda Saigh

Fazer um pic nic numa montanha perto de Samarkand, é um programa que os uzbeques adoram. A vista é linda! A guia levou tudo preparado: kebab de carneiro e salada.

Fábrica onde fazem papel da maneira antiga, parece papiro (papel egípcio). Você assiste a todo o processo da fabricação, desde as folhas da planta dentro da água até o papel ficar pronto.

Atelier da maior designer do Uzbequistão, Valentina Nikolaevna, russa. Assistimos um desfile bárbaro, as roupas são incríveis! Os xales são lindos e vale a pena comprar!

Seguimos de carro para Bukhara, conhecida como Cidade da Sorte (cinco horas!!!). É o mais completo exemplo de uma cidade medieval na Ásia Central. Localizada na “Rota da Seda”, tem mais de 2.000 anos de idade, e foi durante muito tempo o centro de comércio, estudos, cultura e religião dessa região. Durante a idade de ouro dos Samânidas, Bukhara tonou-se o centro do mundo Islâmico. O centro histórico de Bukhara onde se situam muitas mesquitas e madrassas, foi declarada pela UNESCO como Patrimônio Mundial da Humanidade.

A estrada é incrível, no meio do deserto. No caminho paramos em Raban Malick Caravan Serail Fromanger do século XI, antiga estalagem no meio da estrada onde as carruagens paravam, as pessoas descasavam e trocavam os cavalos. Há também um famoso reservatório de água antigo, Sardobar. Almoçamos um lanche no carro que a guia levou. 

Caravan Serail
Foto Yeda Saigh

Nem sentimos o tempo passar porque Vitória, nossa guia, ficou o tempo todo nos contando histórias interessantes sobre o Uzbequistão. Paramos numa fábrica de cerâmica em Gijduvan, muito interessante e com peças lindas.

Fábrica de Cerâmica

Ficar no Hotel Omar Khayyam, um hotel de três estrelas, localizado na parte antiga da cidade de Bukhara. O hotel tem uma localização ideal para passear na pitoresca parte antiga da cidade onde todos os monumentos antigos estão concentrados.

Visitar em Bukhara:

Madrassah Mir-i-Arab, pouco se sabe de sua origem, mas foi o Sheikh Abdullah Yamani do Yemen quem construiu esse palácio conhecido como das 40 colunas, apesar de ter só 20: quando você fica do lado de fora do lago são 40, 20 reais e 20 refletidas na água. O complexo está localizado na parte histórica da cidade.

Desde 713, vários conjuntos de principais mesquitas catedrais foram construídas nesta área ao sul da Cidadela.

Kalyan Minarete é a única das estruturas do complexo Arslan-han, que sobrou da destruição de Gengis Khan. É um dos melhores  monumentos arquitetônicos da escola de Bukharado século XVI, também conhecida como Torre da Morte porque durante séculos criminosos eram arremessados lá de cima.

Mir-i-Arab Madrassah

Mesquita Bolo-Hauz é o único monumento que sobreviveu na Registan Square e inclui na mesquita, um minarete e uma piscina. A piscina é a parte mais antiga do conjunto e é um dos poucos remanescentes da antiga cidade. Esta piscina é uma honra a mesquita chamado Bolo-Hauz.


Mesquita Bolo-Hauz
Foto Yeda Saigh

Mausoléu Chashma Ayub: há um açude onde as mulheres fazem fila para retirar a água. Segundo a lenda, o bíblico Jó teria batido seu cajado nesse lugar e feito brotar uma nascente. Seu formato incomum só adiciona à coleção arquitetônica de Bukhara, cheia de estruturas dos mais diversos tipos.

Mesquita Maghoki Attar, é a mesquita mais antiga da Ásia Central, datando do século IX, construída sobre um templo budista e depois um zoroastriano. Sofreu modificações no século XVI, foi danificada por um terremoto no XIX e recuperada no XX.

Fazer compras nas Domes do Comércio, antigamente eram cinco Domes, Genghis Khan destruiu duas, as outras três tem lojas dentro, uma só de jóias, outro de tecidos e outro de trocar dinheiro só de judeus. É muito divertido andar pelas domes, você vai de uma para a outra tudo a pé e faz compras ótimas!!

Domes em Bukhara
Foto Yeda Saigh

Complexo Nadir-Divan - a história desse conjunto está intimamente conectada com o Emir de Bukhara. Não deixe de apreciar uma árvore antiquíssima, com o tronco todo retorcido, na praça em frente da maior piscina de Bukhara.

Árvore na praça de Bukhara
Foto Yeda Saigh

Palácio Sitorai-Mohi-Hosa, residência de verão de Amir Timur no país. Ele enviou mestres de obra à St. Petersburgo e Yalta para estudarem arquitetura russa. Usando esses conhecimentos os arquitetos construíram esse esplêndido edifício usando a arquitetura local de Bukhara em conjunta com a da Rússia. Um salão com o trono real para recepções que se tornou a pérola do palácio. Fizeram uma grande entrada de arco, quintal com galerias, o edifício principal num estilo europeu e casas para o harém de Amir Timur no jardim. Este palácio representa uma mescla fantástica da arquitetura russa, oriental e européia do mundo.

Palácio Sitorai Mohi Hosa

Mausoléu de Samanide, pérola da arquitetura da Ásia Central, onde está o túmulo dos governadores da dinastia de Bukhara.

Registan Square
Foto Yeda Saigh

O Uzbequistão, sendo o grande centro da rota da seda, foi de longe o país com as cidades mais interessantes, com a arquitetura mais impressionante e cultura local mais rica da Ásia Central. 

Com certeza o fato de ter sido menos russificado que ambos, Cazaquistão e Quirguistão, colaborou para o país ser mais autêntico e preservado. Por mais semelhantes que fossem Samarkand, Bukhara e Khiva, as três cidades históricas da rota da seda tinham um clima distinto e muitas singularidades. 

Samarkand impressiona pela arquitetura imponente de suas construções, Bukhara pela vida pacata de seus moradores em meio ao que restou dos tempos passados e Khiva por ter sido tão bem preservada e de certa forma parada no tempo. 

Tashkent, sua capital, é um quadro perfeito do que se espera de uma ex-repúlbica soviética que ainda sofre de uma influência mesmo que indireta por parte da Rússia e que se mantém sob o comando de um ditador há mais de duas décadas. Por tudo isto, o Uzbequistão vale a pena ser visitado.

O vídeo em seguida produzido por Sardor Varisov mostra um pouco mais das belas cidades, natureza e a cultura nacional do Uzbequistão. 



By Sardor Varisov
Uzbekistan


Voltamos por Moscou (3h30), o vôo para Paris era às 6hs da tarde, então tínhamos 7hs de espera. Uma guia ótima da Abercrombie & Kent foi nos pegar no aeroporto em Moscou para nos levar para o outro aeroporto e fazer o tour. Foi a nossa sorte!! O trânsito em Moscou é caótico, levamos 5h30 de um aeroporto para o outro e não fizemos tour nenhuma, mas a guia foi nos contando histórias interessantíssimas sobre a Rússia de hoje e nos apontando de dentro do carro alguns monumentos. Vimos o Kremlin, o palácio de Pedro o Grande, várias igrejas maravilhosas, tudo pela janela. Pegamos sol, calor, chuva e frio e tudo sem comer nada!!!


Para terminar alguns pensamentos do grande escritor russo Leon Tolstói


"Há quem passe por um bosque e só veja lenha para a fogueira.
Não alcançamos a liberdade buscando a liberdade, mas sim a verdade. 
A liberdade não é um fim, mas uma conseqüência".

Boa Viagem!!





Serviços:

Visto: E necessário visto para cidadãos portugueses e brasileiros.

Hotéis:

- Miran International Hotel em Tashkent
Shakhrisabz passage 4, Tashkent. 100600, Uzbequistão
Tel.: (+99871) 232-30-00

- Uzbekistan Hotel em Tashkent
45, Мusakhanov str.,Tashkent. 700047, Uzbequistão
Tels.: +998 (71) 113-1111 / 113-1012 / 113-1113,
Fax: +998 (71) 1131100 / 113-1090

- The International Hotel em Tashkent
107a Amir Temur Street, Tashkent. 700084, Uzbequistão
Tel.: + 998 (71) 120 70 00
Fax: + 998 (71) 120 64 59

- Hotel Ásia Khiva
K Yaqubova Street, khiva 741400, Uzbequistão
Tel.: +998 (62) 375 76 83

- Hotel Orient Star Khiva em Khiva
1, Pakhlavan Makhmud Street, Khiva. Uzbequistão
Tel.: +998 (62) 375 49 45

- Hotel Samarkand Plaza em Samarkand
Samarkand, Dagbitskaya -Rudaki Str. Uzbequistão
Tel: 998 (66) 2324099
Fax: 998 (66) 2321962

- Hotel Omar Khayyam em Bukhara
7, Hakikat Str, Bukhara, Uzbequistão

Tels.: +998 (65) 224 62 67 / 224 60 54


- Museum of Applied Arts
15 Rakatboshi St, Тоshkent 100031, Uzbequistão
Tel: +998 (71) 256 40 42

- Restaurante Sim Sim em Tashkent
Mukimi Street 15, Tashkent. Uzbequistão
Tel.: + 998 (71) 253-5434

- Restaurante Sato em Tashkent
18, A. Kakhar Str., Tashkent. Uzbequistão
Tels.:: +998 (71) 150 06-60, + 998 (71) 150 99-49

- Restaurant Astoria Classic em Samarkand
A. Temur Str. 14, Samarkand. Uzbequistão
Tel.: +998 (91) 600 18 81

- Para mais informações sobre esse herói nacional Amir Timur,
clique no link abaixo:


Colaboradores: Cristina Gabriel e Pedro Henrique A. Pereira